Entrevista : Débora Falabella

2010-05-08 12:07

Imagem: Divulgação/TV Globo/Thiago Prado Neri

FAMOSIDADES – Como está sendo encarar sua primeira vilã em uma novela?

DÉBORA FALABELLA – É bem diferente de tudo que eu já fiz. Não sei se é porque a Beatriz é uma vilã ou porque ela é uma personagem muito cômica, engraçada. Eu sempre fui mocinha nas novelas, e sempre me identifiquei com elas por conta das ideias, de caráter, mesmo. Como vilã eu tenho que dosar tudo, para que seja engraçada e crível ao mesmo tempo. É um desafio.

A preparação foi difícil? Você se inspirou em algum outro trabalho ou começou do zero?

Não li um livro! Nunca fiz uma personagem tão fútil! É o oposto do que costumo fazer e do que existe normalmente de vilãs. A Beatriz não é uma vilã clássica, é uma vilã mais do estilo “seriado americano”, então tentei me basear por aí para compor a personagem.

Beatriz e a mãe, Sofia, são vilãs engraçadas. Como você equilibra o humor com a maldade?

Eu e a Zezé Polessa nos soltamos mais em cenas em que trabalhamos só nós duas, aí exageramos um pouco na vilania e na comédia. Quando estamos em cena com outros personagens a gente se contém um pouquinho para não ficar ridículo. É uma questão de saber dosar, até porque a Sofia e a Beatriz têm essa coisa de “manter as aparências”, ou, no caso, aparentar uma coisa que elas não são. Então se seguram na frente dos outros.

Como está sendo trabalhar com Zezé Polessa?

Adoro gravar com ela, a gente se diverte muito. E acho que todo bom trabalho tem que ter essa margem de diversão. Eu brinco que essa não é a primeira novela que eu não tenho par romântico, porque meu par é a Zezé.

Em “Vale a Pena Ver de Novo” está passando “Sinhá Moça”, em que você faz a típica mocinha, e na novela “Escrito nas Estrelas” você interpreta uma vilã. Como é ter no ar dois personagens completamente diferentes ao mesmo tempo no ar?

No início eu não achei bom, porque acreditava que poderia ser muita exposição. Mas como são duas personagens tão diferentes, eu acredito que não, pode até ser interessante. Se fossem duas boazinhas eu acho que ficaria meio chato.

Em sua carreira você fez principalmente mocinhas, tanto em novelas quanto em filmes, como em “Lisbela e o Prisioneiro”. Você acha que o público se acostumou a te ver assim?

Acostumou, sim, mas a gente tem que desacostumar o público! É bom para o ator e para o público também quando surgem trabalhos diferentes.

Depois de Mel, em “O Clone”, uma garota que tinha problemas com drogas, você sentiu falta de interpretar uma personagem tão densa?

Na verdade, não. Fiz muita coisa no teatro e em cinema também, então não chegou a dar tempo para sentir falta do drama. Até porque o personagem, às vezes, exige demais e acaba sendo muito desgastante para o ator. É bom dar uma relaxada depois, com papéis mais leves.

Falando em “O Clone”, a novela está sendo regravada por atores hispânicos pela Telemundo Studios. Você assistiu a algum capítulo? O que achou da nova Mel?

Não assisti, vi só de relance algumas cenas com a Jade deles. Mas estou muito curiosa de saber que rumos vão tomar a história, se eles vão mudar alguma coisa. E queria ver a Mel também, claro!

                          Imagem: Divulgação/ TV Globo

                                                           Fonte : Famosidade 


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